2021

Este artigo resume a experiência da prática das sessões de CoDesenvolvimento profissional na modalidade on-line em uma empresa do segmento de comunicação, codinome Ametista, com abrangência nacional e internacional com mais de 500 clientes de todos os segmentos da economia, obtendo resultados concretos bastante positivos e impactantes com diretores executivos da agência.

Os grandes resultados e reflexões impulsionaram uma das executivas da empresa a fazer sua formação como facilitadora da metodologia. 100% dos executivos participantes do grupo ratificaram em nossa reunião de fechamento sobre a importância de se manter sessões mensais de CoDev para as lideranças da agência bem como toda a liderança da empresa.

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 O Codesenvolvimento é uma abordagem de aprendizagem pela ação para o desenvolvimento coletivo. Desenvolvida em 1985 no Canadá, por Adrien Payette e Claude Champagne, essa ferramenta explora a inteligência coletiva como forma de enxergar as situações por outras perspectivas, ajudando a ampliar a visão diante dos desafios e resolver situações profissionais complexas. 

Em uma empresa, o Codesenvolvimento é realizado entre pares, que desejam aprimorar as práticas gerenciais e de liderança, através de casos concretos vivenciados pelos membros dos grupos, que se reúnem regularmente para se ajudarem nesse processo. 

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2020

Grupo conduzido por Christine Napoli e Roberto Rotenberg

Dilemas em Foco é uma iniciativa da Eight Diálogos Transformadores na condução de grupos abertos compostos por pessoas com as mesmas inquietações e que entram para uma jornada de encontros de Codesenvolvimento.  A intenção é ampliar a consciência através da colaboração e usando a inteligência coletiva num ambiente de cumplicidade, confiança e parceria.

Acreditando em profundas mudanças no pós pandemia, procuramos montar um grupo pequeno, com pano de fundo no tema “Novo Normal”  em posição de liderança de diferentes segmentos corporativos que se sentissem chamados a compartilhar seus dilemas e aproveitar da inteligência coletiva que emerge a partir dos encontros de codesenvolvimento.

Tomamos muito cuidado na escolha dos participantes para fazer a composição do grupo, uma vez que, para se tirar o melhor proveito do codesenvolvimento, é indicado que o grupo seja formado por pares com mesmo nível de alçada/autonomia em seu trabalho e a ausência de conflito entre eles. Conduzimos entrevistas com cada interessado para explicar o objetivo do programa e entender o contexto de liderança de cada um. No intuito de permitir a criação de um espaço de confiança e total transparência, cuidamos para que não houvesse conflitos de interesse com profissionais do mesmo segmento de atuação. Ao final tínhamos um grupo de 5 executivos, líderes em seus segmentos de atuação e comprometidos em participar dessa jornada de encontros.

Os temas inicialmente pensados envolveram diferentes problemáticas: como desenvolver novas habilidades de

negociação com os stakeholders; como desenvolver cenários alternativos para “reavaliação” e “redimensionamento” dos negócios; como trazer para a discussão o compromisso social da empresa; como desenvolver a visão future-back em culturas organizacionais complexas.

Os encontros foram quinzenais, permitindo que cada um pudesse ter a experiência de passar pelo papel de quem traz a questão para a consulta do grupo. Esses temas atendiam à premissa dos 3 P’s: ser uma preocupação, uma problemática ou um projeto. Foi interessante observarmos claramente a mudança na forma como cada um se relacionava com seu próprio “P”. Os relatos trazidos pelos participantes confirmavam que a sessão de codesenvolvimento tinha proporcionado uma nova forma de olhar para o dilema, provocando mudanças nas três esferas: sentir, pensar e agir.

“ Foi ótimo poder contar com um ambiente livre de amarras, com a confidencialidade, confiança e respeito necessários para uma conversa realmente franca, aberta e transparente. É muito difícil ter uma troca nesse nível e com esse grau de liberdade – talvez tenha sido a primeira vez na vida” disse Rodrigo Pinotti, sócio-diretor da FSB Comunicação, sobre sua experiência como participante.

O programa foi conduzido com dois facilitadores, de modo que quando um facilitava o outro assumia papel de consultor no grupo. O facilitador “da vez” tinha a responsabilidade de se encontrar com o cliente “da vez” para trabalhar o tema que seria apresentado para o grupo. Esse momento mostrou-se fundamental para que o participante se apropriasse de seu tema, tivesse clareza do que gostaria de receber do grupo e também funcionou para aumentar a eficiência dos resultados durante os encontros.

Sempre no formato online, cada encontro teve a duração de 2 horas. Os 30 minutos iniciais estavam voltados para um check-in do grupo, reforço do acordo e um espaço para que o cliente do encontro anterior pudesse contar o que mudou e/ou que ações foram tomadas desde a última sessão.

Uma experiência importante que ajudou a consolidar a integração foi a flexibilidade que todos demonstraram para eventuais ausências causadas por motivos que não estavam sob controle dos participantes. Foi unânime e consciente a escolha por ter a presença de todos para que cada sessão acontecesse.  Essa “solidariedade” entre todos gerou um ambiente ainda mais comprometido e coeso, fato que reforça o conceito do “equilíbrio entre dar e receber”, tão importante no Codesenvolvimento. Assim, todos têm a oportunidade de não só contribuir para o dilema dos parceiros, mas também de ter o seu próprio momento de ser escutado e ajudado.

Na medida em que o grupo se encontrava e se conhecia melhor, um ambiente aberto, de aprendizagem em sem julgamento foi se estabelecendo naturalmente. Um dos participantes disse que tratou-se de uma “oportunidade única para você perguntar aquilo que sempre quis, mas que nunca teve coragem”, corroborando a ideia de que o codesenvolvimento é uma poderosa ferramenta para criar grupos com alto nível de segurança psicológica e confiança, onde os participantes podem mostar sua vulnerabilidade e aprender a partir dela.

Após os encontros previstos, o grupo decidiu encontrar-se mais uma vez para troca de conhecimento técnico a respeito de assunto de interesse de todos. Acordaram em manter o grupo ativo para emergências e trocas futuras mostrando novamente que o Codesenvolvimento propicia o ambiente necessário para a criação de relações de confiança de mais longo prazo.

O programa Dilemas em Foco é um produto aberto conduzido pela rede colaborativa Eight Diálogos Transformadores em vários temas de interesse:  dilemas dos C-Suítes, da liderança num mundo em transformação, da resiliência para jovens líderes, de mães executivas, dos pais na atualidade, da liderança de Recursos Humanos. Conheça mais no www.8dialogos.com.br.

Grupo conduzido por Livia Zillo e Bob Hirsch

Esse grupo foi rodado como piloto para pessoas físicas, e constituído por 8 participantes, foram estipulados 8 encontros semanais de 1h30. A diversidade do grupo incluía quatro mulheres e quatro homens, as idades variavam de 24 a 63 anos. Neste grupo estavam inclusos profissionais das áreas de consultoria, administração, empresa familiar, diretores das áreas de produtos e RH. Apesar dos acordos realizados logo na primeira sessão, após o primeiro encontro houve a desistência de um participante, por motivos de agenda, e o grupo foi rodado com 7 participantes até o final dos encontros.

O grupo não demonstrou dificuldades em continuar após essa desistência, mas por ser um profissional da área de RH alguns dos participantes relataram que gostariam de ter a presença deste profissional na consulta de sua sessão. Os participantes relataram que vieram buscar melhorias na comunicação, ajuda para resolver situações profissionais, experienciar trocas e compartilhamento de experiências, experimentar e conhecer uma técnica diferente de trabalho em grupo. Não houveram dificuldades no engajamento do grupo para participação das rodadas, pelo contrário, todos se demonstravam ansiosos pelos nossos encontros.

Com o cliente de cada sessão foi conduzido um encontro individual de 20-30 minutos 1 dia antes da sessão (exceto com o primeiro cliente) para alinhamento da problemática, também foi enviado por email um guideline de como preparar a sua problemática para apresentação, foi concluído que esse preparo é essencial, pois, foi notada a diferença de qualidade de da sessão do primeiro cliente (sem preparo) com os demais que foram preparados. Ao final de todas as sessões, os participantes relataram terem sido ajudados de foram significativa em suas problemáticas, citando a metodologia como efetiva, profunda e dinâmica.

Também foi relatado que os encontros na frequência semanal foram intensos, e por isso acreditamos que a frequência quinzenal é a mais indicada. Os participantes também relataram satisfação com os acordos feitos antes da sessão, de respeito, confidencialidade e segurança psicológica, que tornaram o grupo unificado e conectado. A ampliação dos olhares para uma mesma situação, os questionamentos feitos, a escuta ativa e empatia também foram citados como efetivos na ajuda com as problemáticas trazidas nas sessões.

A condução do grupo também foi avaliada, sendo descrita como organizada, direcionadora, com comunicação clara e de acolhimento. Este grupo foi conduzido por dois facilitadores, que se intercalaram na condução das sessões, enquanto um conduzia o grupo o outro fazia papel de consultor, porém sempre servindo de back-up para o facilitador da vez, uma vez que as sessões foram conduzidas online. Quanto ao formato online, não observamos nenhuma dificuldade na condução ou conexão e entregas do grupo, todos demonstraram-se presentes e participativos.